Como desenvolver uma campanha de anúncios do zero: o processo que uso
As 8 etapas que sigo antes de gastar 1 euro: objetivo, oferta, público, tracking, criativos, estrutura, orçamento e leitura. O método que separa campanhas que escalam das que só queimam dinheiro.
Toda a gente quer saltar para a parte divertida: escolher o público, fazer o anúncio bonito, carregar no botão. E é por isso que a maioria das campanhas falha. A parte que decide o resultado acontece antes de gastares 1 euro. Este é o processo que sigo, seja no Google Ads, na Meta ou no TikTok.
1. Definir o objetivo em número, não em adjetivo
“Quero mais vendas” não é objetivo. “Quero 30 leads por mês a menos de 20 euros cada” é. Sem um número, não sabes se a campanha está a ganhar ou a perder. E o número tem de fazer sentido para o negócio: se um cliente vale 500 euros e fechas 1 em cada 5 leads, um lead a 20 euros é ouro.
2. Perceber a oferta e a margem
Antes de tocar na plataforma, faço as contas: quanto custa o produto, qual a margem, quanto vale um cliente ao longo da vida (o LTV). Isto diz-me quanto posso pagar para adquirir um cliente (o CAC). Uma campanha sem estas contas é apostar às cegas. Tenho uma calculadora de LTV para isto.
3. Conhecer o público (a sério)
Esquece “mulheres 25-45 interessadas em fitness”. O trabalho é perceber que dor a pessoa tem, o que já tentou, o que a faz hesitar e que palavras usa para descrever o problema. Isto vem de falar com clientes reais, ler comentários, ver as perguntas do suporte. É o que separa um anúncio que fala com a pessoa de um que fala para o vazio.
4. Montar o tracking ANTES de lançar
Este é o passo que mais gente salta e mais campanhas mata. Se não medes as conversões bem, a máquina otimiza para o lixo. Antes de lançar, garanto: GA4 a registar os eventos certos, o Pixel e a Conversions API a funcionar, e UTMs consistentes. Tenho um guia completo de como configurar o GA4 do zero.
5. Criativos e mensagem
Só agora penso no anúncio. E penso em três ou quatro ângulos diferentes, não num só. Um ataca o preço, outro a rapidez, outro a confiança, outro o medo de escolher mal. Não sei qual ganha, por isso deixo o mercado decidir. Para não partir do zero, vou ver o que a concorrência anda a fazer nas bibliotecas públicas de anúncios.
6. Escolher a estrutura certa
A estrutura depende da plataforma e do objetivo. Não invento nada complicado: sigo o que funciona em 2026, orçamento consolidado e deixar as máquinas fazerem o trabalho pesado. Tenho os detalhes por plataforma na estrutura de Google Ads e na estrutura de Meta Ads que uso hoje.
7. Definir orçamento e dar tempo à aprendizagem
O orçamento tem de ser suficiente para a máquina aprender. No Google, quero caminho para pelo menos 30 conversões por mês antes de apertar o Target CPA. Na Meta, dou pelo menos uns dias sem mexer para sair da fase de aprendizagem. Mexer todos os dias reinicia esse relógio e nunca sais do sítio. Podes estimar quanto precisas na minha calculadora de orçamento.
8. Ler os dados e decidir
Campanha a correr, o trabalho muda: passa a ser ler. Mas cuidado, uma semana é amostra pequena. Não tiro conclusões de 3 dias. Olho para tendências ao longo de duas ou três semanas, corto o que claramente não funciona e reforço o que funciona. E acima de tudo, ligo os resultados ao negócio, não à plataforma: 100 cliques baratos que não vendem nada valem menos que 10 caros que fecham.
É este o processo, sempre a mesma ordem. A plataforma muda, as etapas não. Se saltares as primeiras quatro, as últimas quatro não te salvam. Se quiseres que eu faça isto pelo teu negócio, falamos aqui.
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