Bruno.
Google AdsEstruturaPerformance Max

A estrutura de conta de Google Ads que uso em 2026

Camada a camada: marca, genérico com Broad Match e Smart Bidding, Performance Max e Shopping. Temas de ad group, gestão de palavras negativas e os limiares de conversões que respeito.

Bruno Matos··12 min

Já escrevi antes, de forma geral, sobre estruturas de campanha campeãs para Google e Meta. Este artigo é só sobre o Google Ads, e vai mais fundo: temas de ad group, palavras negativas e os limiares de conversões que respeito em 2026.

A regra que manda em tudo: consolidar

Em 2026, o Google recompensa contas simples e com dados juntos. A era de mil grupos com uma palavra-chave cada morreu com o Broad Match e o Smart Bidding. Quanto mais fragmentas, menos dados cada campanha tem, e pior a máquina aprende.

As camadas, por ordem

  1. Marca (Search). Sempre separada. Poucas palavras-chave (o teu nome e variantes) em correspondência de frase ou exata, orçamento pequeno. Protege o nome e mantém os números limpos. Nunca a misturo com o genérico, senão a marca “rouba” as conversões e engana a leitura.
  2. Genérico (Search) com Broad Match + Smart Bidding. Uma campanha por grande intenção. Aqui está a mudança de 2026: o Broad Match só funciona bem com Smart Bidding a sério e conversões bem medidas. Sem isso, queima dinheiro.
  3. Performance Max para captar clientes novos. Uma campanha por objetivo, contactos ou vendas, com todos os assets preenchidos e Audience Signals para dar pistas nos primeiros 30 dias.
  4. Shopping à parte, só quando o e-commerce precisa de controlo que a PMax não dá. Caso contrário, PMax com o feed chega.

Temas de ad group: por intenção, não por palavra

Dentro do genérico, organizo os grupos por tema de intenção, 3 a 10 grupos por campanha, não mais. Exemplo para um dentista: um grupo para “implantes”, outro para “destartarização”, outro para “dentista + cidade”. Cada grupo tem o seu conjunto de anúncios adaptado ao tema. O objetivo é que a mensagem do anúncio bata certo com a pesquisa, sem fragmentar ao ponto de nenhum grupo ter dados.

Palavras negativas: o travão do Broad Match

Dar Broad Match ao Google sem gerir palavras negativas é deixar a torneira aberta. Todas as semanas abro o relatório de termos de pesquisa e corto o que não interessa: “grátis”, “emprego”, “como fazer”, nomes de concorrentes que não quero, o que for. Mantenho uma lista de negativas partilhada ao nível da conta para o lixo óbvio, e negativas específicas por campanha. Sem esta disciplina semanal, o Broad Match come o orçamento.

Os limiares de conversões que respeito

As estratégias de lances automáticas precisam de dados para funcionar. As minhas regras práticas:

  • Menos de 30 conversões por mês: fico em Maximizar Conversões, sem alvo de custo.
  • A partir de ~30 por mês: posso passar a Target CPA.
  • Para Target ROAS quero mais volume ainda, e valores de conversão fiáveis.

Apertar o alvo cedo demais estrangula a campanha antes de ela aprender. Paciência é parte da estrutura.

O que eu não faço

Campanhas separadas por região quando Portugal já dá volume suficiente. Campanhas por tipo de aparelho. Display a correr ao mesmo tempo que a PMax (roubam-se uma à outra). E não mexo em lances à mão numa conta com Smart Bidding, é dar um tiro no próprio pé.

Estrutura boa é estrutura simples, com dados juntos e disciplina de manutenção. O trabalho fino está nas negativas e nos criativos, não em multiplicar campanhas. Se também fazes Meta, vê a estrutura de Meta Ads que uso em 2026.