Bruno.
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Como escolher um gestor de tráfego: 7 perguntas antes de contratares

O mercado está cheio de gestores de tráfego. Estas 7 perguntas separam os que dominam a execução dos que dominam o LinkedIn. Guia prático para quem vai contratar.

Bruno Matos··7 min

Abre o LinkedIn e procura “gestor de tráfego” em Portugal. Vais encontrar milhares de pessoas. O problema é que a qualidade varia muito. Há quem já gerou milhões para clientes, e há quem fez dois cursos e começou a aceitar contas no mês passado.

Como é que distingues uns dos outros? Estas são as 7 perguntas que eu próprio faria antes de dar o dinheiro da minha publicidade a alguém.

1. Mostra-me uma conta que geres, ao vivo

Não peças capturas de ecrã, que qualquer um inventa no Photoshop. Pede acesso, mesmo que temporário e só para ver, a uma conta a sério.

Quem trabalha a sério consegue mostrar-te isto. Se só te mostra painéis bonitos feitos à mão, fica com um pé atrás.

2. Qual foi a última decisão difícil que tomaste numa conta?

As decisões difíceis mostram se a pessoa pensa ou só carrega em botões. Boas respostas: cortar uma campanha que o cliente adorava, mas perdia dinheiro, dizer a um cliente para não gastar mais, ou recusar um projeto por não encaixar.

Respostas fracas: “otimizei o target CPA” (o valor máximo que aceitas pagar por cada cliente) ou “mudei os anúncios”, sem explicar porque é que isso foi difícil.

3. Como fazes a medição?

Aqui quero ouvir coisas concretas: GA4, GTM, a Conversions API da Meta ou as Enhanced Conversions do Google, e alguma forma de ligar tudo isto ao CRM para perceber o que dá vendas a sério.

Se a pessoa fica vaga nesta parte, é mau sinal. Medir mal é como conduzir de olhos fechados: estás a gastar, mas não fazes ideia do que está a funcionar.

4. Em que setores já trabalhaste?

Não precisa de ter feito exatamente o teu setor. Mas ajuda se já passou por setores parecidos, com a mesma dinâmica (vendas demoradas, valores altos, B2B, épocas altas e baixas).

Quem só fez dropshipping vai sofrer numa empresa de software para outras empresas. São jogos diferentes.

5. O que fazes quando uma campanha não funciona?

Quero ouvir um método: ver a medição, depois a audiência, depois os anúncios, depois a página e a oferta, por esta ordem. Testes pensados, hipóteses escritas.

Respostas que me deixam desconfiado: “mudo os anúncios”, “aumento o orçamento”, “uso IA”. Isso é dar tiros no escuro, não um plano.

6. Quanto cobras e como é que funciona?

Aqui quero clareza. Um bom profissional diz-te logo o modelo: valor fixo, percentagem do que gastas, ou uma mistura dos dois.

Se a resposta é “depende, depois falamos”, já estás a perder tempo. Para perceberes os valores, vê o guia de preços em 2026.

7. O que é que não fazes?

Esta é a minha favorita. Quem já tem rodagem sabe o que não faz, seja por não saber, por não fazer sentido ou para evitar conflito de interesses.

Desconfia de quem diz que “faz tudo”. Quem faz tudo, normalmente faz tudo mais ou menos.

Sinais de alerta rápidos

  • Promete-te um ROAS certo logo à partida, sem sequer ver o teu negócio (ROAS é quanto recebes por cada euro que metes em anúncios)
  • Obriga-te a um contrato de 12 meses sem saída
  • Recusa dar-te acesso partilhado às contas de anúncios (essas contas são tuas, não dele)
  • Faz os relatórios à mão em Excel todas as semanas, sinal de desorganização
  • Usa o “temos uma ferramenta secreta nossa” como argumento principal

O que eu peço em troca

Quando um cliente me faz boas perguntas, eu também faço as minhas: qual é a margem, qual é o LTV (quanto vale um cliente ao longo do tempo todo), quanta gente tem para tratar dos contactos que chegam, e como correu o marketing até agora.

Sem estas respostas, não consigo dizer-te com honestidade se te posso ajudar.

Se estás a pensar contratar alguém, fala comigo. Em 30 minutos digo-te se encaixamos ou indico-te alguém que encaixe melhor. Começar conversa.