Como escolher um gestor de tráfego: 7 perguntas antes de contratares
O mercado está cheio de gestores de tráfego. Estas 7 perguntas separam os que dominam a execução dos que dominam o LinkedIn. Guia prático para quem vai contratar.
O mercado português tem hoje milhares de pessoas com o perfil LinkedIn "gestor de tráfego" ou "performance marketer". A qualidade varia imenso — de profissionais que geram milhões para clientes a gente que fez dois cursos e começou a aceitar contas no mês passado.
Estas são 7 perguntas que eu próprio faria antes de contratar alguém para gerir o orçamento de publicidade da minha empresa.
1. "Mostra-me uma conta que geres, ao vivo"
Não peças screenshots — peças acesso (temporário, em modo leitura) a uma conta real. Um profissional sério consegue mostrar-te uma conta onde tenha acesso. Se só mostra dashboards do Looker Studio construídos a seu belprazer, não fica para a entrevista.
2. "Qual foi a última decisão difícil que tomaste numa conta?"
Decisões difíceis revelam pensamento estratégico. Algumas respostas fortes: cortar uma campanha que o cliente amava mas perdia dinheiro; dizer a um cliente para não escalar; recusar um projeto por não haver fit. Respostas fracas: "otimizei o target CPA" ou "mudei os criativos" sem contexto de porquê foi difícil.
3. "Como fazes o tracking?"
Resposta mínima aceitável: GA4 + GTM + Conversions API (Meta) ou Enhanced Conversions (Google) + alguma forma de closed-loop com CRM. Se a pessoa fica vaga aqui, sinal vermelho. Tracking mau = otimização cega.
4. "Em que setores trabalhaste?"
Nem todo o profissional tem de ter feito o teu setor específico — mas experiência em setores adjacentes com dinâmicas semelhantes (ciclo longo, ticket alto, B2B, sazonalidade) é útil. Alguém que só fez dropshipping vai ter dificuldade em B2B SaaS.
5. "O que fazes quando uma campanha não funciona?"
Procura: estrutura de diagnóstico (tracking → audiência → criativo → landing → oferta), testes A/B planeados, documentação das hipóteses. Evita: "mudo os criativos", "aumento o orçamento", "uso IA".
6. "Quanto cobras e como é o modelo?"
Transparência aqui. Um bom profissional tem modelo claro: fee fixo, percentagem sobre spend, ou híbrido. Se a resposta é "depende, depois falamos", já estás a perder tempo. Vê o guia de preços em 2026.
7. "O que não fazes?"
Esta é a minha favorita. Um profissional maduro sabe o que não faz — seja por falta de competência, por não fazer sentido ou por conflito de interesses. Quem diz que "faz tudo" geralmente faz tudo mal.
Red flags rápidas
- Promessas de ROAS específicos logo à partida (sem ver o teu negócio)
- Contratos de 12 meses obrigatórios sem saída
- Recusa dar acesso partilhado às contas de ads (mantém controlo)
- Reporting semanal feito à mão em Excel (sinal de desorganização)
- "Temos uma ferramenta proprietária" como argumento central
O que peço em troca
Quando um cliente me interroga bem, eu também faço as minhas perguntas: qual a margem bruta, qual o LTV, qual a capacidade operacional de processar leads, qual o histórico de marketing. Sem isto, não consigo dizer se posso ajudar.
Se estás a considerar contratar, fala comigo. Em 30 minutos posso dizer-te se somos fit ou indicar-te alguém que seja. Começar conversa.
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